GDF dá primeiro passo para implantar VLT entre Taguatinga e Ceilândia

Licitação prevê estudos de viabilidade e anteprojetos de engenharia para novo modal de transporte público com 15,8 km de extensão; investimento nesta etapa é de R$ 7,2 milhões

O Governo do Distrito Federal deu um passo para a implantação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) entre Taguatinga e Ceilândia. Nesta quinta-feira (15), foi autorizada, pela governadora em exercício Celina Leão, a contratação dos estudos e anteprojetos que vão embasar o futuro sistema de transporte coletivo. O projeto prevê um traçado de aproximadamente 15 quilômetros, ao longo da Estrada Parque do Contorno (Pistão Sul e Norte) e da Avenida Hélio Prates, dois dos principais corredores de mobilidade da região.

Celina Leão destacou que o modal representa um investimento estratégico para o futuro do transporte público. “Hoje estamos acertando os estudos do VLT, que têm prazo máximo de 12 meses para serem elaborados. Enquanto isso, já iniciamos a conversa com bancos internacionais para fazermos o custeio dessa obra que vai requalificar todo centro. O projeto é que o VLT integre com o Metrô, com isso, vamos alcançar um maior número de pessoas embarcando. Posso garantir que essas cidades serão totalmente transformadas para melhorar a vida dos moradores e comerciantes daqui”, defendeu a governadora em exercício.

Celina Leão: “Posso garantir que essas cidades serão totalmente transformadas para melhorar a vida dos moradores e comerciantes daqui” | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A concorrência eletrônica contempla a elaboração do Estudo de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) e dos anteprojetos de engenharia, com investimento previsto de R$ 7.244.611,49. Essa etapa inicial é fundamental para avaliar se o novo modal é técnica, econômica e ambientalmente viável. A iniciativa busca ampliar a oferta de transporte público de alta capacidade, com mais conforto, eficiência e integração urbana.

 

A primeira etapa da licitação consiste justamente na realização dos estudos técnicos, que irão analisar alternativas de traçado, demanda de passageiros, custos de implantação, benefícios socioeconômicos e impactos ambientais do VLT. Com base nesses dados, será possível definir se o sistema é viável e qual o melhor modelo para sua implantação.

Valter Casemiro: “Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da população e dar dignidade para quem usa o transporte público”

Segundo o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, o futuro sistema de transporte coletivo vai requalificar Taguatinga e Ceilândia: “O estudo já está pronto para ser contratado para a gente colocar um veículo sobre trilhos na Hélio Prates, melhorando todo o transporte público da região. Essa é a continuidade do trabalho de requalificação que temos trazido para cá, com acessibilidade e mais conforto para quem usa o transporte público. Nosso objetivo é melhorar a qualidade de vida da população e dar dignidade para quem usa o transporte público.”

Caso a viabilidade técnica seja comprovada, a mesma empresa vencedora do certame será responsável pela elaboração dos projetos básico e executivo, detalhando todos os aspectos necessários para a futura implantação do sistema, como estações, terminais, centro de manutenção, material rodante e sistemas operacionais.

De acordo com o cronograma, o edital foi disponibilizado em 13 de janeiro, com início do recebimento das propostas na mesma data. A abertura das propostas está prevista para 9 de março, por meio da plataforma www.gov.br/compras

A autônoma Leiliana Silva, de 43 anos, foi uma das moradoras de Ceilândia que comemoraram a novidade: “Isso vai impactar na vida de todos, não só na minha, porque quem precisa estar se deslocando de lá para cá vai ser muito bom, vai facilitar muito porque não vai precisar pegar trânsito. Sem contar que é muito mais rápido, gasta menos tempo para chegar ao local.”

 

Já a dona de casa Camila Muzio, 36, enxerga no VLT uma possibilidade de facilitar a sua rotina de deslocamento até Taguatinga. “Isso vai ser excelente. Tendo mais essa opção dá uma força para o nosso transporte público. Frequentemente eu preciso me deslocar para lá para resolver algumas coisas e às vezes a gente pega ônibus ou metrô cheio. Então, mudaria muita coisa no meu dia a dia”, compartilhou

Fonte:Agência Brasília